Como acompanhar orçamentos sem depender de o vendedor lembrar

O orçamento foi mandado numa terça. O cliente não respondeu. O vendedor lembrou na quinta, pensou em escrever, apareceu outra coisa, e dez dias depois ninguém lembra que aquele orçamento existia.

Não se perdeu por preço. Se perdeu porque a quarta mensagem nunca saiu, e isso é a única coisa de toda a venda que não fica registrada em lugar nenhum.

Como é feito hoje

O acompanhamento não tem status nem data: tem memória. E a memória de qualquer pessoa se ocupa primeiro do que grita, que é o cliente reclamando, não o que ficou calado.

Por isso ninguém sabe quantos orçamentos ficaram esperando nem desde quando. O relatório mostra o que fechou e o que se perdeu, mas não mostra a categoria maior, que é o que ficou aberto e ninguém tocou.

Quanto é essa categoria

Isso é o que quase nenhuma empresa tem medido, e é um número que já existe no seu sistema. A consulta é simples: orçamentos emitidos nos últimos sessenta dias, sem pedido associado e sem nenhuma interação posterior registrada.

Qualquer um que rode pela primeira vez se surpreende, e o importante não é o percentual e sim que aquele valor estava fora do relatório. Não figura como perdido, porque ninguém o deu por perdido. Simplesmente não está.

O que a tecnologia faz, concretamente

Coloca data em cada orçamento. Quando é emitido no seu sistema, fica com uma data de acompanhamento e um responsável. Só isso já muda a categoria do problema: deixa de ser memória e passa a ser uma lista.

Escreve se não houve resposta. Passada a data, o lembrete sai. Fora da janela de 24 horas vai sobre um modelo aprovado, que é a forma de fazer sem colocar o número em risco.

Devolve a conversa a quem a abriu. Se o cliente responde, entra na mesma conversa, com o responsável que já tinha. Não abre um novo fio nem escreve de outro número, que é o que faz o cliente sentir que foi passado para um call center.

Mostra a fila. Todo o acompanhamento da equipe numa visão, com há quanto tempo cada caso está aberto, por quanto e quem o tem.

O que muda

Os orçamentos bons deixam de cair por silêncio. Essa é toda a promessa, e é suficiente, porque essa parte da carteira é bem maior do que a maioria das equipes supõe antes de medir.

Onde não vai sozinho

No que dizer. Um lembrete automático serve para o caso normal: foi mandado, não responderam, pergunta-se de novo. Um cliente que disse que estava avaliando com o sócio, ou que pediu uma condição especial, precisa da pessoa que conduziu a conversa. O agente detecta esses casos e encaminha em vez de insistir com uma mensagem genérica.

E no volume. Insistir com alguém quatro vezes não é acompanhamento, é assédio comercial. A quantidade de lembretes se define e se respeita.

O que precisa ser dito com honestidade

Isso não transforma um orçamento ruim numa venda. Se o preço não competia, não vai competir porque chegou um lembrete.

Por onde começar

Pelos orçamentos dos últimos sessenta dias que nunca tiveram resposta. Essa lista já existe no seu sistema e quase ninguém olha. É o primeiro lugar onde o acompanhamento programado mostra se há algo ou não há nada.

LLucas, da RumoEle responde agora e deixa o acesso
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