Por que sua equipe não vai largar o WhatsApp, e por que não precisa largar

Quase nenhuma equipe escolheu vender pelo WhatsApp. Quem escolheu foram os clientes. Os pedidos, os preços e as promessas viajam pelo mesmo aplicativo que as pessoas usam para falar com a família, e a empresa fica sabendo o que foi combinado quando alguém lembra de anotar.

A proposta de sempre é mudar todo mundo para uma plataforma e deixar o WhatsApp para trás. Essa proposta fracassa, e não fracassa por causa do software.

Por que fracassa

Por dois motivos, e nenhum se resolve com treinamento.

A relação está no celular do vendedor, não na empresa. O cliente escreve para uma pessoa, não para uma marca. Pedir a essa pessoa que atenda de outro lugar é pedir que ela coloque distância na única coisa que faz comprarem dela.

O cliente não tem razão nenhuma para se mover. Ele já tem o contato salvo e o canal funciona para ele. Qualquer coisa que você peça, mesmo baixar um aplicativo ou escrever para outro número, é atrito que não resolve nada do lado dele.

Então o projeto é comprado, é configurado, e dois meses depois a equipe voltou para o WhatsApp dela. Não é resistência a mudança: é que a ferramenta nova pedia que perdessem algo real em troca de um benefício que era da empresa.

O que muda a equação

Que ninguém precise se mudar. Existe uma forma de conectar o número da empresa a uma plataforma deixando o aplicativo do celular funcionando como sempre: o vendedor responde do celular dele e a empresa vê essa mesma conversa. Chama-se coexistência, e é uma das duas formas de conectar um número à API oficial do WhatsApp. Qual serve para cada equipe está em outro post.

O que importa aqui não é o mecanismo. É que a pergunta deixa de ser se a equipe aceita trocar de ferramenta, porque ela não troca de ferramenta.

O que muda no dia em que a conversa deixa de ser privada

Três coisas, e as três eram impossíveis enquanto o histórico vivia num celular:

Alguém consegue cobrir. Um colega retoma a conversa quando a pessoa que a conduz não está, sem pedir prints de tela.

O que foi prometido fica. O que foi orçado e combinado deixa de depender de alguém anotar, e dá para cruzar com o sistema que acompanha os pedidos.

Quem entra não começa do zero. A quem chega se passa um cliente com o histórico junto, em vez de um número de telefone e um resumo falado.

O que isso não resolve

Não resolve o incentivo. Se o vendedor ganha só por venda fechada e ninguém pede mais nada, ele vai continuar sem registrar o que não soma para ele. Tirar o atrito é necessário e não basta: o que se mede e o que se reconhece continua sendo uma decisão da empresa.

E não resolve o caso de quem sai. A conversa estar do lado da empresa significa que o histórico fica, mas o vínculo vai embora com a pessoa do mesmo jeito. O que muda é que quem chega não começa às cegas.

Por onde começar

Pela equipe que mais resiste, não pela que mais colabora. Se funciona ali, funciona em qualquer lugar, e se não funciona ali você vai saber em duas semanas em vez de no trimestre.

LLucas, da RumoEle responde agora e deixa o acesso
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